Entender como financiar um imóvel nem sempre é tarefa fácil, tanto para o vendedor quanto para o comprador. Para fazer a operação, é preciso enfrentar as burocracias desse processo.

Buscar as melhores condições de crédito imobiliário junto às instituições financeiras leva tempo e exige uma série de comprovações, mas compensa. Afinal, é a sua casa dos sonhos que está em jogo!

Primeiro, você precisa de respostas para as suas dúvidas sobre como financiar um imóvel pelo banco. Depois, o QuintoAndar vai te ajudar a encontrar o lar ideal. Continue lendo para entender melhor sobre como funciona o financiamento de imóveis!

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O que é um financiamento de imóvel?

Financiar um imóvel significa contrair um empréstimo para comprar a sua casa própria. O dinheiro é utilizado especificamente com essa finalidade e é totalmente direcionado ao vendedor do imóvel. O comprador paga o bem por meio de prestações mensais para a instituição financeira, com taxa de juros, prazo de pagamento e outras condições previamente acordadas.

Todos os detalhes estão definidos em contrato. Ele é assinado pelas duas partes para garantir a segurança na negociação. Assim, você já sabe exatamente quanto vai pagar por mês e evita surpresas ao longo do caminho.

Normalmente, o financiamento imobiliário tem uma das taxas de juros mais baixas do mercado. Além disso, os prazos de pagamento são longos, de até 35 anos. Ainda abrange propriedades novas e usadas, para uso comercial ou residencial, de vários tipos. Por exemplo:

  • Casas;
  • Apartamentos;
  • Prédios;
  • Galpões;
  • Lotes;
  • Terrenos.

LEIA MAIS: INCC: o que é, como é calculado e como influencia no financiamento

Por que financiar um imóvel?

Comprar a casa própria é o desejo de milhões de brasileiros. Para ter uma ideia, o Censo QuintoAndar de Moradia mostrou que 87% da população tem esse objetivo na vida. Aliás, é o propósito mais importante, ficando acima da vontade de constituir família e ter um plano de saúde ou até um negócio próprio.

O motivo para essa decisão é o que diz aquele ditado: “quem compra terra, não erra”. Ou seja, ao adquirir um imóvel, você está investindo seu dinheiro. Isso porque dificilmente haverá uma desvalorização da propriedade.

Por sua vez, as parcelas do financiamento imobiliário são semelhantes aos valores de um aluguel — ou até mais baixas. Por isso, é uma forma de você morar na casa própria e evitar problemas com o seu planejamento financeiro pessoal.

Ainda existem outras vantagens ao saber como financiar um imóvel. Entre elas estão:

  • Consolidação de patrimônio. Ou seja, você pode construir seu futuro aos poucos;
  • Redução dos eventuais problemas com o imóvel, já que o procedimento é criterioso e não aceita propriedades com problemas de documentação ou irregulares, por exemplo;
  • Possibilidade de morar imediatamente no imóvel, como se tivesse pagado à vista;
  • Possibilidade de utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar o valor devido ou dar a entrada.

Em quais situações é indicado fazer um financiamento?

O financiamento de imóvel novo ou usado é um compromisso de longo prazo. Por isso, é importante fazer uma boa avaliação das suas finanças antes de tomar uma decisão. Nesse sentido, esse recurso é válido para quem:

  • Mora de aluguel e paga um valor equivalente ao que pagará na parcela do financiamento;
  • Já se planejou financeiramente e deseja construir seu patrimônio;
  • Analisou suas próprias condições e chegou à conclusão de que a maioria das variáveis condiz com o seu momento de vida atual;
  • Pesquisou as opções e encontrou uma que se encaixa no orçamento familiar.

Leia também: Preço dos imóveis vai subir menos neste ano, dizem representantes do setor

Quem pode fazer um financiamento?

Qualquer pessoa está apta a fazer um financiamento de imóvel usado ou novo. Basta cumprir as exigências da instituição financeira. De modo geral, é solicitado que a pessoa:

  • Tenha mais de 18 anos;
  • Não tenha pendências com o Fisco nem com a Previdência Social;
  • Esteja com o nome limpo;
  • Tenha uma renda compatível com o financiamento — o ideal é que as parcelas ocupem, no máximo, 30% da renda mensal;
  • Seja brasileiro naturalizado ou nato, ou seja um estrangeiro com visto de residência permanente.

Como funciona o financiamento de imóvel?

Antes de começar a explicar como financiar um imóvel, precisamos entender exatamente como funciona um financiamento. 

Quando alguém compra um imóvel, seja novo, seja usado, é possível financiar o pagamento. Isso porque são bens com valores bastante elevados, nem sempre sendo possível pagar de uma só vez. Assim, você quita apenas a entrada e faz o restante de forma parcelada.

Por isso, os bancos primeiro pagam ao vendedor do imóvel a quantia que o comprador precisa para completar a oferta. Depois, o novo proprietário realiza o pagamento à instituição conforme as parcelas acordadas. Essa é a operação chamada de financiamento.

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Qual é a renda mínima para financiar um imóvel pela Caixa?

Na verdade, não existe uma renda mínima. Tudo depende de algumas variáveis. Entre elas estão o valor do imóvel e das prestações, a sua remuneração mensal e quanto você dará de entrada.

Dentro desse critério, é preciso que a parcela não ultrapasse 30% da sua renda. Essa é a obrigatoriedade da modalidade de financiamento mais comum, a do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Assim, vale a pena utilizar a calculadora de financiamento de imóvel para ter certeza de que conseguirá seguir essa regra.

Além disso, é importante observar que o valor do imóvel não é igual ao total financiável. Isso porque a maioria dos bancos exige uma quantia relativa à entrada. Portanto, você precisa dar um montante à vista.

A única exceção é o programa Casa Verde e Amarela. Nesse caso, é exigido ter uma renda mensal de R$ 2 mil. Ainda tem um limite máximo, de R$ 7 mil.

Leia também: Como comprar a casa própria com o financiamento Caixa para imóvel usado

Qual banco financia 100% do imóvel?

Dificilmente você vai conseguir esse benefício. Os bancos exigem uma entrada mínima. No entanto, existem ações que mudam essas regras. É o caso do programa Casa Verde e Amarela, e de algumas opções enquadradas nos feirões da Caixa.

Quanto fica a parcela de um financiamento de 150 mil?

Para descobrir a resposta, o ideal é usar uma calculadora de financiamento de imóvel. Nesse caso, fizemos uma simulação pelo QuintoAndar, utilizando uma renda bruta de R$ 2.000.

Definindo o valor do imóvel como sendo R$ 150.000, é preciso dar uma entrada de R$ 80.609. Nessa condição, a primeira parcela ficaria em R$ 600, em março de 2022. A última, em fevereiro de 2052, sai por R$ 206. Ainda há R$ 3.470 relativos a custos de cartório e Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Agora, se você tiver uma renda de R$ 5.000, o valor de entrada mínimo passa a ser de R$ 50.000. Nesse caso, a primeira parcela fica em R$ 929, enquanto a última será de R$ 296.

Percebe como muda? Por isso, é importante saber o que precisa para financiar um imóvel e simular as condições específicas para você. Assim, evita problemas durante o processo.

O que é necessário para financiar um imóvel?

Tudo vai depender da instituição bancária para a qual você vai pedir o financiamento de imóvel. 

A dica é encontrar aquela que ofereça as melhores condições de pagamento para o seu perfil, como taxas de juros, a duração dos contratos e o valor do imóvel que pode ser financiado.

Leia também: Crédito imobiliário: com trajetória de alta dos juros, investidor deve agilizar tomada de financiamento

Para dar uma ideia de como conseguir financiar um imóvel, vamos usar como exemplo um financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal, que detém dois terços desse mercado no Brasil, segundo o portal do Governo.

Além disso, a maioria dos bancos tem alguma exigência para garantir o financiamento imobiliário. As principais são:

  • Idade maior de 18 anos, ou acima de 16 anos, caso a pessoa seja emancipada;
  • Renda compatível com as prestações;
  • Parcelas que comprometam até 30% da renda familiar;
  • Não ter o nome sujo, ou seja, incluído na lista de maus pagadores dos órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.

Outros critérios podem ser definidos. Por exemplo, valor mínimo de entrada. No entanto, isso deve ser verificado diretamente com o banco.

O que é necessário para financiar um imóvel na Caixa?

Para começar a descobrir como financiar um imóvel pela Caixa, você deve escolher a propriedade, ou, no mínimo, ter uma ideia do valor do bem que deseja comprar. 

Depois, é interessante fazer uma simulação. O próprio site da Caixa já tem um simulador de financiamento imobiliário. Com ele, você vai descobrir se os valores estão dentro da sua realidade financeira.

Se estiver tudo certo, é hora de separar os documentos e se dirigir a uma agência. Você precisará levar:

  • RG;
  • CPF;
  • Comprovante de estado civil (certidão de nascimento, casamento ou averbação de divórcio);
  • Comprovante de endereço;
  • Comprovante de renda (holerite, pró-labore, extrato bancário ou IR);
  • Extrato do FGTS (caso tenha intenção de usar para amortizar a dívida);
  • Carteira de trabalho (se houver).

Fale com um gerente, faça o seu cadastro e aguarde. Em até cinco dias úteis, a Caixa retorna com a pré-aprovação do financiamento e seus detalhes (prazo de pagamento, valor de entrada e taxa de juros).

Quando você encontrar o imóvel ideal, uma equipe de profissionais da Caixa fará a avaliação do local e dos documentos do vendedor. Além disso, vai conferir se a propriedade se encaixa no financiamento do banco.

Esse laudo é concluído em cerca de 15 dias. Se estiver tudo certo, o financiamento é liberado, basta assinar o contrato com a instituição bancária.

Como financiar imóvel? Veja o passo a passo

Agora que você entendeu como financiar um imóvel, está na hora de ver o passo a passo para evitar problemas durante esse procedimento. Entenda o que você deve fazer.

Conheça as etapas do financiamento imobiliário

Para começar, saiba que existem algumas etapas a serem cumpridas. Elas são:

  1. Entrega da documentação: é encaminhada para o banco que fará o financiamento. Para evitar problemas, separe todos os dados antes para garantir que todos sejam enviados;
  2. Análise de crédito: é o momento em que o histórico de relacionamento do potencial comprador do imóvel é avaliado. Quanto melhor for o seu score de crédito, mais fácil é obter a aprovação do financiamento. Ainda é verificado se a sua renda é compatível com o pagamento das parcelas;
  3. Avaliação do imóvel: consiste na análise dos documentos da propriedade. Também abrange verificação de possíveis pendências judiciais e garantia de que o bem está condizente com as exigências do banco. Entre os requisitos avaliados estão matrícula do imóvel atualizada, planta baixa, escritura e registro, certidões negativas do bem;
  4. Assinatura do contrato: as partes envolvidas devem fazer a subscrição. Então, o documento deve ser formalizado no Cartório de Registro de Imóveis. Assim, você passa a deter a posse. No entanto, ainda consta que o imóvel está alienado para o banco. Assim que toda a dívida for paga, a escritura e o registro são atualizados.

Avalie a sua situação financeira

Observe que o financiamento imobiliário é um compromisso de longo prazo. Portanto, é importante avaliar a sua situação financeira e garantir que não terá problemas em assumir esse investimento.

Além disso, considere que o tempo de análise pode levar semanas ou demorar alguns meses. Tudo depende das condições e do banco.

Reúna os documentos necessários

Vários documentos devem ser entregues para financiar um imóvel. Os principais são:

  • Documentos de identificação, como RG, CPF, carteira de trabalho ou de motorista (CNH);
  • Certidão de estado civil. Para solteiros, é a certidão de nascimento. Para quem está em união estável, é necessário apresentar a certidão de casamento e a escritura pública de pacto antenupcial;
  • Comprovante de residência com até 90 dias de vencimento. Pode ser usados conta de água, energia elétrica, telefone, gás etc.;
  • Comprovante de renda, por exemplo, holerite, declaração de Imposto de Renda, Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore) ou extratos bancários com movimentações recentes;
  • Extrato do FGTS, apenas para quem vai usar o saldo para dar a entrada ou amortizar a dívida. Ainda é preciso apresentar a carteira de trabalho e uma autorização do banco para autorizar a operação;
  • Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos Relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União. 

Conheça os sistemas de amortização

Além do tipo, você também deverá escolher um sistema de amortização. As opções são:

  • Tabela Price: o valor das parcelas se mantém ao longo dos anos. É o modelo mais indicado para quem tem menos dinheiro disponível no começo do financiamento. Isso porque o valor é menor no começo, quando comparado a outras modalidades. Além disso, existe uma previsibilidade, já que a prestação é sempre igual;
  • Sistema de Amortização Crescente (SAC): o valor das parcelas é maior e diminui com o passar do tempo. É uma opção para quem pode pagar um valor maior no começo. Assim, você terá um compromisso mais baixo no futuro;
  • Sacre: é uma combinação dos dois modelos. As parcelas são mais altas no começo, mas caem com o passar dos meses.

Leia também: Tabela Price ou SAC: qual é melhor para financiamento imobiliário?

Avalie os custos do banco

Cada instituição financeira aplicará taxas de juros e outros encargos. O valor total está definido no chamado Custo Efetivo Total (CET). Ele inclui possíveis seguros, taxa de avaliação e taxa de administração. Por isso, sempre observe essa questão para verificar a melhor alternativa.

Leia também: Taxa de financiamento imobiliário: como fazer o melhor negócio na compra da casa própria

Considere os tributos

Além do próprio financiamento, você também terá que arcar com os valores relativos a tributos. O principal é o ITBI. No entanto, também tem o registro do contrato em cartório.

As alíquotas variam conforme a cidade. Ainda assim, considere o equivalente a cerca de 6% do valor total do imóvel. Por exemplo, se ele custar R$ 100.000, aproximadamente R$ 6.000 servirá para pagar esses custos.

Escolha o banco com o qual você se relaciona

Ao optar por um banco em que você tem conta-corrente, é mais fácil conseguir o financiamento e ainda obter boas condições de pagamento. Caso você ainda não tenha um relacionamento, busque abrir uma conta.

Assine o contrato e aproveite

Depois de fazer tudo o que precisa, está na hora de assinar o contrato. Então, é só se organizar, fazer a mudança e cuidar do orçamento para pagar todas as prestações em dia.

Qual é o melhor banco para financiar um imóvel?

Embora seja um dos grandes financiadores imobiliários do país, a Caixa não é a única opção disponível para os brasileiros. Quase todas as instituições oferecem linhas de crédito para esse fim, como:

  • Banco do Brasil;
  • Santander;
  • Itaú Unibanco;
  • Bradesco;
  • Banco Inter;
  • Banco Safra;
  • Banrisul;
  • XP.

O ideal é que o comprador consulte as instituições e busque as melhores opções. Se você já é correntista, o seu banco pode ter condições mais interessantes para oferecer. 

O que considerar na hora de financiar um imóvel?

inúmeros pontos a serem analisados. Tudo vai depender do imóvel que você está de olho e da sua situação financeira. Vamos entender tudo a seguir:

Entrada

Via de regra, existem poucas maneiras de financiar 100% do valor do imóvel. Então, como financiar um imóvel usado ou novo vai depender do valor que você tem para a entrada. 

Dependendo do tipo de financiamento (que você vai conhecer no próximo tópico), é cobrada uma entrada de 10% a 20% do valor total, mas você pode oferecer mais. 

Inclusive, ter um bom valor para a entrada é uma boa estratégia para reduzir a dívida e os juros, pois eles são calculados sobre o saldo devedor.

Tipos de financiamento

Basicamente, existem três tipos de financiamento imobiliário praticados hoje no Brasil, e eles obedecem a algumas regras. Veja mais a seguir! 

Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Garantido pelos recursos do FGTS e Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), ele é o sistema mais comum entre os financiamentos imobiliários que acontecem no país. Suas características são:

  • Valor máximo do imóvel: R$1,5 milhão;
  • Financiamento de até 80% do valor do imóvel;
  • Comprometimento máximo de 30% da renda bruta; 
  • Imóvel residencial e urbano registrado no Cartório de Registro de Imóveis;
  • Imóvel localizado na região onde o comprador mora ou trabalha; 
  • Permitido uso do FGTS, desde que não tenha sido usado para financiamento ou construção nos últimos três anos;
  • Não há limites para os juros;
  • Prazo de quitação máximo de 35 anos.

Se você está se perguntando como financiar um imóvel com renda baixa, é por meio desse sistema, que compreende o programa Casa Verde e Amarela (ex-Minha Casa Minha Vida). 

Porém, ele possui mais algumas regras, relacionadas a renda do comprador, os subsídios disponibilizados pelo governo, os valores das parcelas, os juros e o prazo de quitação. 

Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

Essa modalidade, criada em 1997, vem para suprir as carências do SFH, o que facilita o acesso ao crédito imobiliário para quem não se enquadra em outro tipo de financiamento. Geralmente, é usado para a aquisição de imóveis de luxo ou investimento. 

Os recursos são provenientes de investidores do setor imobiliário, como bancos e instituições financeiras. As suas características são:

  • Não há limite para o valor do imóvel;
  • Financiamento de até 90% do valor do imóvel;
  • Não há limite de renda comprometida;
  • Disponível para pessoas físicas e jurídicas;
  • Não permite uso do FGTS;
  • Não há limites para os juros;
  • Prazo de quitação máximo de 35 anos.

Taxa de juros e custo efetivo total

Depois de analisar os tipos de financiamento habitacional, procure pelos bancos que oferecem essas linhas de crédito. A maioria das instituições trabalha com ambas as opções. 

Nos bancos, você deve prestar atenção a dois importantes fatores que compõem o valor da dívida: a taxa de juros e o custo efetivo total (CET). Esses dois elementos devem ser os menores possíveis.

Para os juros, no SFH, o mais comum é encontrar taxas em torno de 10% ao ano — e são ainda menores para o programa Casa Verde e Amarela. Já no SFI, essa porcentagem tende a ser mais alta, variando entre 12% e 14%. Por isso, é preciso pesquisar bastante. 

Ainda sobre os juros, o interessado deverá escolher entre as correções monetárias pré-fixadas ou pós-fixadas para o financiamento.

Prazo e amortização

Os bancos oferecem até 420 meses para quitar o financiamento imobiliário, ou seja, 35 anos e meio.

A vantagem de estender o prazo é o pagamento de parcelas menores. No entanto, é possível que você não consiga um prazo tão longo assim, o que vai acarretar em custos mensais mais elevados. 

Independentemente do prazo que você conseguir, é possível amortizar o valor da dívida, ou seja, adiantar o pagamento do parcelamento. Esse é um direito de todo tomador de empréstimo, basta procurar a instituição financeira e expressar a intenção de deduzir o débito.

Existem alguns sistemas de amortização, como o SAC (Sistema de Amortização Constante), a TP (Tabela Price ou Sistema Francês), e o Sacre (um híbrido entre os dois), e é preciso avaliar a opção mais vantajosa para o seu caso. 

Fator idade

Os bancos olham para a idade do comprador para definir quais condições vão propor. 

Um comprador mais jovem pode se beneficiar de condições mais atrativas de parcelamento, com limite mais alto, maior prazo de quitação e juros mais altos. 

Já pessoas em idade avançada vão ter dificuldade de acesso a valores mais altos e um financiamento a longo prazo, mas poderão encontrar vantagens em relação às taxas de juros.

Nome sujo

Vale lembrar que a instituição financeira pode recusar o financiamento se você estiver com o nome sujo, ou seja, negativado nos birôs de crédito como Serasa, SPC e Boa Vista SCPC. 

Portanto, ter um bom histórico de pagamentos e quitar dívidas anteriores antes de solicitar um empréstimo imobiliário aumenta as suas chances de conquistar a casa própria. 

Como financiar um imóvel no QuintoAndar?

O QuintoAndar é uma imobiliária digital, presente em mais de 40 cidades brasileiras. A plataforma ainda permite que você filtre por cidade, bairro, faixa de preço do aluguel, quantidade de quartos e muito mais! 

O financiamento da casa própria no QuintoAndar é uma experiência completamente diferente — mais ágil, menos burocrática e com ótimas condições.

Justamente para você não ter qualquer dúvida sobre como financiar imóvel no QuintoAndar, preparamos aqui um passo a passo com tudo que você precisa saber sobre as etapas da negociação. Entenda desde o fechamento do valor até a transmissão do bem para o novo dono.

Simulador de financiamento online

Sugerimos que, antes mesmo de dar entrada no seu pedido de compra, você faça a simulação de financiamento em nossa plataforma. 

Assim, você já terá uma noção das condições que a nossa equipe tem para oferecer na compra da sua casa própria. 

Preenchimento das informações

Se você já encontrou, visitou e aprovou fechar uma proposta com o proprietário é hora de acessar o app ou o site para preencher as informações e enviar a documentação necessária para a confecção do Compromisso de Compra e Venda (CCV)

Você precisará fornecer informações básicas como a foto de um documento de identificação (RG, CNH ou RNE), o seu endereço e as informações do cônjuge ou outro comprador, se houver.

Depois da assinatura do Compromisso de Compra e Venda, o time de especialistas do QuintoAndar entrará em contato para explicar os próximos passos e solicitar outros documentos.

Pagamento do sinal

Conforme disposto no CCV, é preciso realizar o pagamento do sinal, que corresponde a 7% do valor do imóvel,  diretamente para o QuintoAndar. Esse montante fica guardado em segurança até o registro da compra no cartório de imóveis.

O sinal funciona como uma garantia de que o comprador não desistirá da compra do imóvel, para não deixar o vendedor na mão.  

Análise de documentação

Na próxima etapa, os especialistas do QuintoAndar vão fazer um levantamento dos riscos da aquisição do imóvel, verificando todos os documentos relativos ao bem, aos proprietários e antecessores, assim como às Pessoas Jurídicas (PJs) que estão relacionadas a eles.

Esse processo é chamado de diligência. Ela leva em média cinco dias úteis e é essencial para o seguimento dos trâmites. Ao ser concluída, o QuintoAndar envia um relatório para você avaliar se está de acordo e se deseja seguir ou não com a compra. 

Simulação e análise de crédito

Em paralelo à diligência, nosso time de especialistas procura, junto aos bancos parceiros, as melhores taxas de financiamento para você.

Nesta etapa do processo, será preciso preencher um formulário de crédito. É possível optar por adiantar o envio da documentação que será repassada ao banco.

Tudo é feito online, pelo app ou pelo site do QuintoAndar. Tudo muito fácil, rápido e intuitivo. E o melhor: você só precisa fazer isso uma vez. 

Depósito da entrada

Essa etapa acontece apenas depois da realização e do envio da diligência para o comprador. 

Se houver algum apontamento no relatório, um analista do QuintoAndar entra em contato com o vendedor para pedir a resolução do problema. Depois, a imobiliária digital realiza uma nova análise e emite um relatório atualizado, sem o apontamento anterior, caso ele seja resolvido.

O valor da entrada depende das condições do crédito imobiliário aprovado pelo banco. 

A maioria das instituições financeiras parceiras pede uma entrada mínima de 20%, mas isso pode variar por razões que vão desde o score do cliente que solicita o financiamento até a situação cadastral do imóvel.

Financiamento em análise

Com os documentos enviados, o prazo de análise varia a cada banco. Geralmente, leva-se em torno de 30 dias.

Essa etapa chama-se “Análise jurídica”, ou seja, é quando o banco valida a capacidade financeira do comprador.

Vistoria do imóvel

Após o envio da documentação completa dos compradores, vendedores, do imóvel e dos formulários preenchidos, é iniciado o processo da vistoria, uma exigência do banco. 

Mas atenção: esse serviço não é prestado pelo QuintoAndar, e sim por um profissional indicado pela instituição financeira. Trata-se de uma exigência do banco para evitar possíveis fraudes.

Nessa etapa, o banco encaminha o pedido de vistoria para a empresa prestadora desse tipo de serviço, que faz o agendamento com o vendedor (ou com outra pessoa que esteja com as chaves). A inspeção é feita por um engenheiro.

Após a vistoria, o profissional responsável emite um laudo com fotos e descrição do imóvel, valor avaliado e se o imóvel pode ser aceito como garantia ou não. 

Se o engenheiro apontar a vistoria como negativa, o imóvel não pode ser financiado.

Assinatura do financiamento

Após a vistoria e uma vez aprovado o financiamento, o banco solicitará a confirmação dos valores e realizará a emissão do contrato, que é levado para o comprador e o vendedor assinarem.

Todo esse leva e traz de documentos é feito pelo QuintoAndar, que colhe as assinaturas sem que ninguém precise sair de casa.

Prenotação

Quando o contrato de financiamento já está assinado, tem início o processo burocrático feito no Cartório de Registro de Imóvel. Essa é mais uma parte que o QuintoAndar cuida inteiramente para você. 

Neste momento, é necessário que você faça o pagamento das taxas de cartório e do Imposto Sobre Transmissão de Bens (ITBI), que tem seu boleto gerado pela prefeitura local. 

Com a assinatura da escritura de imóvel, é hora da formalização da venda na matrícula de imóvel junto ao Cartório de Registro de Imóveis.

Registro em cartório

Esta é a parte final da formalização da venda, quando é feito o registro de imóvel. É nesse momento em que a posse do bem é transferida de uma pessoa para outra, com o registro dessa transação na matrícula do imóvel. 

Entrega de chaves

Com a matrícula registrada, é hora de entregar as chaves para o novo proprietário. 

Essa etapa é intermediada pelo QuintoAndar, e pode ser feita da forma como o vendedor escolher. Dá para deixar as chaves na portaria, no caso de um condomínio, enviar via motoboy ou entregar nas mãos do novo dono.

Nesse ponto do processo, o antigo proprietário tem até 5 dias corridos para a desocupação do imóvel e entrega das chaves.

Pagamento ao vendedor

Paralelamente à finalização do registro e da entrega das chaves, o QuintoAndar repassa os valores do sinal e da entrada ao vendedor, descontando a taxa de corretagem.

Se o FGTS for usado, o resgate desses valores é feito diretamente com a Caixa Econômica Federal e a quantia é repassada diretamente ao vendedor, sem o intermédio do QuintoAndar.

Feito isso, a responsabilidade do QuintoAndar com o vendedor está finalizada. O restante do valor financiado é repassado ao antigo dono pela instituição financeira que concedeu o financiamento de forma integral.

Depois de todo esse processo de como financiar um imóvel, você se torna oficialmente proprietário do imóvel que sempre sonhou.

É hora de planejar a mudança e comemorar a nova fase da sua vida!