Com certeza você já ouviu falar da oscilação do valor do dólar, da desvalorização do real e da valorização do euro, por exemplo. Bom, isso quer dizer que as moedas vão mudando de valores de acordo com as oscilações do mercado e da política.

E, para garantir que os brasileiros não percam o poder de compra a longo prazo, faz-se uma correção monetária — que nada mais é do que o ajuste do valor do real (moeda) em relação às outras moedas mundiais e seus devidos valores diante do mercado financeiro.

Por isso, entender como essa atualização monetária funciona e é calculada é muito importante, principalmente para quem vai realizar investimentos e, assim, garantir uma remuneração atual pelo dinheiro investido. 

Desse modo, vamos explicar abaixo o que é a correção monetária, como ela funciona, quando ela precisa ser realizada, como calculá-la e qual sua relação com o financiamento imobiliário. Boa leitura!

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O que é correção monetária?

Também chamada de atualização monetária, a correção é quando se faz um reajuste no valor para compensar a desvalorização do real (moeda brasileira), diante das outras moedas que circulam no mercado. 

Ou seja, é uma atualização do valor da moeda calculado através de algum índice, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). 

Por exemplo, o Brasil vem enfrentando uma crise, a inflação subiu, as coisas estão todas caras e ninguém tem poder aquisitivo para continuar comprando como antes. Isso faz com que as pessoas percam seu poder de compra, o que não é nada bom para a economia. Assim, para compensar e movimentar a economia, é feita uma correção monetária sobre o índice da inflação.

Qual a diferença entre juros e atualização monetária?

Muitas pessoas confundem os juros com a correção de valores, mas existe uma diferença entre os dois! 

Os juros são taxas cobradas pela dívida, seja ela parcelada ou um débito em atraso. Ou seja, os juros são uma forma de remunerar quem emprestou dinheiro para você durante um determinado período, como funciona em casos de empréstimos em bancos.

Já a atualização monetária é uma forma de manter o poder aquisitivo da população, evitando que haja perda desse poder — pois a não circulação da moeda a desvaloriza cada vez mais.

Entretanto, há um ponto de intersecção entre a correção e os juros, pois quando há a atualização monetária, ela incidirá também sobre os valores dos juros, caso seja aplicado.

Dessa forma, não confunda: os juros são valores adicionados a uma dívida e cobrados de acordo com o montante. Já a correção monetária é a garantia da manutenção do poder de compra da moeda e incide sobre o valor total da dívida e também dos juros. 

Quando a correção precisa ser realizada?

Comumente, a atualização monetária é realizada quando a inflação sobe e o real é desvalorizado a ponto de ter consequência na renda dos brasileiros. 

Dessa forma, é preciso atualizar o valor da moeda para que as pessoas continuem comprando e movimentando a economia.

Além disso, esse tipo de reajuste também é necessário quando demora-se para decidir alguma ação judicial e para fazer jus ao que será pago ou ressarcido: faz-se uma atualização do valor da moeda para “ser justo” com os tempos da tomada da decisão.

Outro caso em que deve ser feito o reajuste do valor da moeda é na restituição do imposto de renda. Como esse processo demora alguns meses, a correção é 

Leia também: Dicas de imposto de renda para quem aluga, compra ou vende imóvel

Por que é necessário fazer a atualização monetária?

Para entender a verdadeira funcionalidade da correção monetária, preste atenção no exemplo abaixo:

O ano é 2022 e seu salário é de 8 mil reais mensais. E, de acordo com seu planejamento financeiro, seus gastos mensais totalizam cerca de 7.500 reais. Aí vem a inflação acumulada (soma das taxas da inflação durante um determinado período) dos próximos 5 anos no valor de 20%.

Ou seja, você gastará cerca de R$ 1.500 a mais no final do quinto ano, para ter o estilo de vida que você tem hoje. Desse modo, seu salário não vai dar e, consequentemente, você vai precisar economizar, reduzindo seu poder de compra.

Para que isso não aconteça, e você mantenha seu poder aquisitivo de hoje nos próximos 5 anos, a atualização monetária deve ser feita no seu salário mensal. Assim, se em 5 anos seu salário subir 20%, você terá o mesmo poder aquisitivo atual. 

Vale lembrar que esse ajuste monetário também é utilizado no valor do salário mínimo, pois, para manter, ou até mesmo aumentar o poder de compra, deve-se ter uma renda acima do valor da inflação. 

Como calcular a correção monetária?

Para calcular o valor do reajuste monetário deve se levar em conta os índices de cada área e também o período. Dessa forma, para te ajudar a entender esse cálculo, separamos um passo a passo. Confira!

Passo 1: A base do cálculo

De forma geral, a fórmula para descobrir a atualização monetária é: multiplicar o acumulado do índice em um determinado período para encontrar o novo valor. 

Por exemplo: se a correção foi de 20%, precisamos calcular quanto dá esse percentual diante do montante inicial e somar para ter o valor final. 

Ou seja, se o montante for de 1.500,00 – 20% = R$ 300,00. Assim, R$ 1.500 + R$ 300 = R$ 1.800,00. Então, você irá receber com a correção, R$ 1.800,00.

Passo 2: Entenda o que é o índice de ajuste monetário 

No exemplo acima, sobre o salário, nós usamos o índice de inflação, mas existem vários índices de correção, como:

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA);
  • Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M); 
  • Taxa Referencial – TR;
  • Certificado de Depósito Interbancário – CDI;
  • Taxa Selic;
  • Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI);
  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC);
  •  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E);
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Brasil).

Para calcular o reajuste monetário de algo, o primeiro é preciso saber sobre qual índice essa atualização deve ser feita. 

Os mais comuns são o IPCA, que engloba os gastos essenciais da população, o IGP-M, que é um índice de correção para reajuste de aluguéis, a Taxa Referencial (TR), que é utilizado para aplicações em poupanças e assim por diante.

Cada índice diz a respeito do seu setor ou nicho, por isso é importante conhecer sobre qual índice vamos calcular a atualização. 

Passo 3: Como usar o índice de atualização monetária

Essa é a parte interessante. Como você sabe que a correção é feita a partir de um índice, quando for fazer um investimento, como um financiamento ou alugar uma casa, use os índices ao seu favor.

Por exemplo: se você vai investir em renda fixa, a melhor opção de índice é o IPCA, já que ele acompanha o crescimento dos valores dos preços no Brasil. 

Agora, se você vai financiar sua casa ou apartamento, o melhor índice é a taxa Selic — importante ressaltar que isso é válido apenas quando ela está em baixa.  

Desse modo, sempre pense na correção como algo a longo prazo e avalie as vantagens e desvantagens dos índices. 

Passo 4: Não é bom de matemática? Use a calculadora do Cidadão do Banco Central

Se você não se dá bem com os números, uma opção para calcular a atualização monetária é usar a Calculadora do Cidadão do Banco Central, que já faz o cálculo de acordo com a base de dados para correção de valores. 

Ou seja, ela acompanha diferentes índices de preços e te dá o cálculo pronto! Além disso, como a calculadora avalia o reajuste de determinado setor, ela verifica o melhor caminho para a atualização de um financiamento imobiliário, por exemplo. 

Como usar a correção monetária a favor de um financiamento imobiliário?

Quando você vai fazer um financiamento imobiliário, há 2 opções de parcelas. Uma delas é a de juros prefixados, onde as parcelas começam com um valor mais alto e ele vai abaixando de acordo com o tempo. Esse tipo de parcela é perfeito para quem gosta de estabilidade e elas não ficam sujeitas às variações da moeda e dos índices.

Já a segunda opção de parcelamento é a de operações com o IPCA ou da TR ou da Taxa Selic. Nesses casos, existe um valor mínimo da parcela e o valor mensal vai variando de acordo com os meses por causa das variações dos índices.

Desse modo, a dúvida é: vale a pena corrigir o valor da parcela de acordo com os índices? E, quem tem a resposta, é você! 

Faça os cálculos, avalie bem as possibilidades e escolha o que for melhor para você neste momento.

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Agora que você já sabe como calcular a atualização monetária e como isso pode beneficiar em um financiamento ou no aluguel, acesse o site do QuintoAndar e encontre o imóvel perfeito para você. 

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