Comprar um imóvel, alugar e passar a contar com aquele dinheiro do aluguel para engrossar o orçamento do mês, reinvestir em um outro imóvel ou, simplesmente, poupar para uma aposentadoria. 

Esse é, sem dúvida, um bom roteiro de planejamento financeiro. Não fossem alguns detalhes. Os imóveis se depreciam, requerem novos investimentos em manutenção. E a relação com o inquilino nem sempre é perfeita, prenúncio de gastos extras.

Para a economista Paula Sauer, especializada em planejamento financeiro, o locador não pode deixar de reservar uma parte do aluguel todos os meses para o que ela chama de reserva de emergência de imóveis. 

“Pode ser 10% do valor do aluguel. Esse dinheiro precisa ser recolhido e mantido em aplicações conservadoras, sem oscilações, e líquidas, ou seja, que possam ser sacadas imediatamente pelo dono do imóvel no caso de uma emergência”, diz a economista.

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Para a especialista, quem tem reserva não se complica no caso de uma reforma inesperada ou uma questão judicial, que além de dor de cabeça, também pode acarretar em custos altos para o dono do imóvel”.

“A reserva financeira deve ser uma preocupação constante de todos nós, seja em nossas finanças privadas, seja para nossos negócios”, diz Paula. Segundo ela, o locador deve encarar seu empreendimento como uma empresa, que precisa de fluxo de caixa para despesas correntes e imprevistos.

Mas, atenção: uma vez poupado, esse dinheiro precisa ser aplicado de maneira correta. O mais importante no momento é tentar proteger o dinheiro da inflação, que faz com que o poder de compra da moeda diminua ao longo dos meses.

Com um pouco de conhecimento sobre os investimentos e algumas medidas simples, é possível iniciar essa reserva e investir parte da renda em bons ativos, que vão unir o melhor da poupança (liquidez imediata) e dos investimentos do mercado financeiro (rentabilidade).

O que é uma reserva de emergência e quanto poupar

Como o próprio termo diz, esse é um investimento cujo capital deve estar acessível a qualquer momento, para casos de emergências, como uma reforma por infiltração ou simplesmente a saída do inquilino do imóvel. Por isso, na hora de encontrar o melhor investimento para reserva de emergência, o investidor precisa se basear em um tripé: segurança, liquidez e alguma rentabilidade.

Na opinião dos educadores financeiros, os produtos em renda fixa que reúnem essas três características são o Tesouro Selic, o CDB de liquidez diária e os fundos DI, além das contas remuneradas de bancos digitais que rendem 100% do CDI.

O Tesouro IPCA tem apresentado bom rendimento, mas esses títulos costumam ter um prazo de vencimento mais longo, ou seja, não têm o critério de liquidez necessário para ser considerado um bom investimento para imprevistos financeiros. 

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Qual o valor para ser reservado?

Não há um consenso sobre um valor específico, já que cada proprietário de imóvel tem sua realidade e necessidades particulares. Mas especialistas costumam recomendar ao menos 20% do valor do imóvel. Para a Pauta Sauer, o ideal é destinar mensalmente 10% do aluguel para essa reserva. 

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Onde investir a reserva de emergência

Confira quais são as opções mais indicadas para ser o seu melhor investimento para reserva de emergência:

Poupança

Embora o investimento mais popular entre as pessoas não habituadas com o mercado financeiro ainda seja a caderneta de poupança, ela está distante de ser o ideal. 

Seu rendimento mensal é baixo, de 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR). Em maio de 2022, por exemplo, com a taxa de juros Selic a 11,75% ao ano, a poupança rendeu acima de 0,66% ao mês. Até pouco tempo, quando a Selic estava abaixo de 8,5% ao ano, a poupança se encaixava numa trava onde rendia apenas 70% da Selic, mais a TR.

Isso não significa que a caderneta de poupança não deva ser utilizada, mas sim que ela não deve ser a única forma de investimento. Seu lado positivo é a liquidez diária e isenção de Imposto de Renda.

CDB

Uma boa alternativa é o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Porém, é preciso escolher um CDB com liquidez diária – já que alguns têm o prazo fechado, só podendo ser resgatados no prazo de vencimento.

Existem os CDBs prefixados, quando os rendimentos são fixos; os pós-fixados, que acompanham os rendimentos do CDI e são muito indicados para este momento; e os híbridos, que fazem a junção dos dois anteriores.

CDBs contam com cobrança de Imposto de Renda sobre o lucro e, caso resgate o valor antes de completar 30 dias de investimento, também haverá a incidência de IOF. 

Fundos DI

Os Fundos de Renda Fixa Referenciados DI também têm liquidez diária. Eles são veículos recheados de títulos privados e públicos e o gestor ajusta o rendimento para acompanhar a Taxa Selic ou ao CDI, que caminham de mãos dadas. 

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos privados, emitidos por instituições financeiras. Suas taxas e prazos são conhecidos já no momento da aquisição. O bom desse investimento é que ele é isento de Imposto de Renda. 

Tesouro Direto

São papéis de dívida emitidos pelo governo. Muito líquidos, podem ser, como no caso dos CDBs, prefixados e pós-fixados (pela Selic, IPCA ou outro índice). Em caso de emergência, o Tesouro compra seus títulos e irá transferir o valor em um dia. 

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Ali, é possível utilizar os filtros e encontrar rapidamente os seus imóveis por tipo de anúncio, status ou etapa de locação. A solução também conta com uma ferramenta que permite, de maneira clara, acompanhar os repasses mensais dos imóveis. Se desejar, o locador pode, inclusive, antecipar os recebimentos do aluguel. 

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