Apesar da inflação e das dificuldades de abastecimento geradas pela guerra da Rússia, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) elevou em abril a sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção de 2,0% para 2,5% em 2022.

O reajuste veio logo após a CBIC registrar que as operações do ramo foram, nos quatro primeiros meses de 2022, maiores que o previsto no ano passado. Em 2021, o PIB da construção teve crescimento de 9,7%, resultado que superou a expectativa de alta em torno de 8%.

Já, no início de 2022, o setor permanece movimentado, segundo a CBIC, que observa uma confluência de fatores. O principal deles é o volume de construções que é derivado dos lançamentos imobiliários nos últimos dois anos.

Também corroboraram para isso o avanço do processo de vacinação, levando a um controle maior sobre a pandemia de Covid-19 e a reabertura da economia nacional.

Se o crescimento do PIB da construção for confirmado em 2022, será a primeira vez nos últimos nove anos que a construção civil crescerá por dois anos consecutivos.

Há, entretanto, uma desaceleração no PIB do setor na passagem de 2021 para 2022. Segundo a CBIC, ainda existem preocupações no radar, tais como: a continuidade do aumento dos custos – especialmente materiais e mão-de-obra – o aumento dos juros e a inflação persistentemente alta.

No primeiro trimestre deste ano, 26,7% dos empresários consultados pela CBIC informaram que o principal problema que estão enfrentando é a alta dos juros. Este é o maior percentual de reclamação sobre o tema desde o segundo trimestre de 2017, quando estava em 27,9%.

Há também incertezas nas cadeias globais por conta da guerra na Ucrânia e do aperto monetário nos Estados Unidos, enquanto, no Brasil, há incertezas pela proximidade do ano eleitoral.

Mercado quente para imóveis antigos

Na opinião de especialistas, para além dos lançamentos, o momento econômico, com o endividamento de algumas famílias, esquenta o mercado secundário, de imóveis usados, como os anunciados no QuintoAndar.

“Com a tendência de dificuldade econômica de alguns consumidores, a tendência é de maior oferta de imóveis no mercado secundário”, afirma o professor Fernando Gallo, da FGV. “É de se esperar um aquecimento no setor principalmente a partir do segundo semestre de 2022”, diz.

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