A pandemia de Covid-19 virou o mundo de cabeça para baixo. Além da grave crise sanitária, seguida por um descontrole econômico e produtivo a nível global, as adaptações surgidas diante do coronavírus mudaram uma série de hábitos e fizeram muita gente repensar suas escolhas de vida. Naturalmente, as preferências de moradia estão entre elas.

De acordo com o Censo QuintoAndar, realizado pela maior plataforma de moradia da América Latina em parceria com o instituto Datafolha, 33% dos brasileiros têm a intenção de se mudar nos próximos dois anos.

Em levantamento anterior 73% disseram que passaram a enxergar suas casas de forma diferente após a pandemia, enquanto uma a cada seis pessoas decidiu se mudar em meio à crise sanitária.

Continue a leitura e conheça as tendências que vieram para ficar no mercado imobiliário pós-pandemia.

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Impactos da pandemia na moradia

O principal impacto foi a adoção do teletrabalho (home office), que em muitos casos veio para ficar ou trouxe consigo o chamado modelo híbrido (alguns dias de trabalho presencial, outros remoto).

A possibilidade de trabalhar total ou parcialmente de casa trouxe uma nova ótica sobre questões associadas à moradia, como:

  • Tamanho da casa/apartamento;
  • Espaços para trabalhar;
  • Qualidade do imóvel;
  • Localização (bairro e município);
  • Cobertura de aplicativos de entrega.

Assim, o ganho em qualidade de vida trazido pelo imóvel se tornou mais relevante do que aspectos antes estratégicos, como a praticidade e a proximidade do trabalho.

Entretanto, vieram à tona também outras questões ligadas ao mercado de imóveis para moradia.

Os proprietários, por exemplo, foram pressionados em relação a como reajustar o valor dos aluguéis em meio à crise financeira. Outro desafio vem sendo garantir o recebimento da renda dos imóveis em tempos de inflação de dois dígitos.

Leia também: Índices de reajuste de aluguel: é melhor usar IGP-M, IPCA ou a negociação entre locador e locatário?

Home office na pandemia

No que tange ao funcionamento da sociedade, já podemos afirmar que estamos próximos à normalidade pós-Covid. Isso não quer dizer que tudo voltou a ser como antes.

Ao forçar a reclusão de milhões de pessoas em suas casas, a pandemia provocou situações que se mostraram importantes para melhorar a qualidade de vida e a produtividade mesmo em um contexto sanitário normal. A principal delas foi o regime de trabalho, em especial nos ambientes corporativos.

O teletrabalho, ou home office, após ser amplamente adotado, virou uma tendência geral. Embora muitas empresas tenham retomado o modelo 100% presencial, outras preferiram o híbrido e algumas já anunciaram que irão operar em home office para sempre.

É o caso de gigantes do setor financeiro, como o Itaú Unibanco e a XP Investimentos, que já trabalham com a política do “trabalhe de onde quiser”, sem a necessidade de vir ao escritório ou de ficar instalado em bases como São Paulo (SP).

Como o trabalho é, grosso modo, a atividade que mais ocupa a rotina da maioria das pessoas, essas mudanças acabam influenciando em sua maneira de morar. Abaixo, listamos alguns dos reflexos da chegada do home office e como interferem escolha de um imóvel para viver:

Mais tempo em casa: busca por espaço, conforto e lazer

Com a possibilidade de trabalhar e realizar boa parte das atividades em casa, muita gente redescobriu o significado de um lar.

Antes mero dormitório para muitos, o apartamento ou a casa se tornaram o espaço onde essas pessoas passam a maior parte do dia.

Isso exigiu que a moradia se tornasse um ambiente mais confortável e agradável. De acordo com o Censo QuintoAndar, entre as características de um imóvel que mais levam as pessoas a quererem se mudar estão:

  • A busca por lugares mais espaçosos;
  • Fugir de problemas estruturais;
  • Desejo por mais conforto.

Por que ficar perto do trabalho?

Com o deslocamento para o trabalho deixando de ser uma obrigação cotidiana, morar perto da empresa deixou de fazer sentido para muita gente.

Afinal, viver perto do centro ou de regiões empresariais costuma ser bem mais caro do que em regiões periféricas. Além disso, os imóveis disponíveis tendem a ser mais compactos, tanto para atender a grande demanda como para caber no bolso de quem busca.

A lógica de optar por morar perto do trabalho era, principalmente, evitar perder muito tempo no deslocamento, especialmente em grandes cidades, onde o peso do trânsito na rotina é relevante.

Ao mesmo tempo, tende a ocorrer um fenômeno parecido entre as cidades. Buscando opções de moradia mais confortáveis e acessíveis, além de melhor qualidade de vida em termos de segurança e tranquilidade, muita gente está deixando grandes cidades e rumando para municípios relativamente próximos, no interior ou no litoral.

Leia também: Migração de moradores para o interior de SP se mantém mesmo com retorno aos escritórios

Entrega na região?

A pandemia potencializou ainda mais a tendência do e-commerce e dos deliveries de comida. Ter acesso a essas comodidades, portanto, se tornou um pré-requisito para muita gente antes de escolher um lugar para viver.

Por outro lado, tornou-se menos indispensável estar perto de regiões com enorme infraestrutura comercial e de serviços, como supermercados e restaurantes.

Proprietários “vacinados” com a crise

Se a pandemia modificou de vez a relação dos moradores com seus imóveis, pode-se dizer, não ironicamente, que ela deixou os proprietários “vacinados” quanto aos riscos de investir no mercado imobiliário e buscar renda.

No primeiro momento, a sociedade se viu diante de um fechamento generalizado da economia, o que implicou na perda repentina do emprego e da renda de milhões de pessoas.

Naturalmente, isso dificultou a vida financeira de muita gente e os atrasos nos aluguéis se tornaram comuns.

Isso levou muitos proprietários a buscarem soluções para evitar perder sua renda em momentos de crise. A mais comum, que é ser mais criterioso com relação ao inquilino, costuma restringir muito o potencial público, o que tende a deixar o imóvel vacante.

Uma alternativa mais inteligente é apostar em imobiliárias que garantem o pagamento do aluguel mesmo em caso de inadimplência, como o QuintoAndar.

Por ter um forte uso de tecnologia e uma inteligência de negócios bem apurada, além de operar em grande escala, o QuintoAndar garante o pagamento do aluguel para quem possui imóveis administrados pela plataforma de moradia, implementando um modelo de negócio em que crises pontuais não impactem diretamente no proprietário.

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Outro ponto de atenção para os investidores diz respeito aos contratos firmados. Entre 2020 e 2021, por exemplo, o IGP-M, índice de inflação tradicionalmente utilizado na correção dos valores dos aluguéis, se descolou do IPCA, índice que mede o reajuste de preços ao consumidor.

Em um período de 12 meses, por exemplo, o IGP-M chegou a bater 35%, o que dificultou o pagamento do aluguel para muitas famílias, em especial as que perderam renda.

Isso forçou muitos proprietários a negociarem os ajustes fora do que estava previsto em contrato. Mais do que isso: a situação levantou uma discussão sobre aspectos jurídicos dos contratos de aluguel de imóveis.

Lidar com esse tipo de minúcias e burocracias em geral é essencial para o investidor que quer rentabilizar o patrimônio com imóveis e evitar que eles fiquem vazios.

Por conta disso, o QuintoAndar oferece um acompanhamento especial para proprietários, especialmente os que anunciam mais de 5 imóveis na plataforma.

Além de uma assistência completa para lidar com contratos e burocracia, é possível contar ainda com o pagamento garantido do aluguel e a maior exposição do mercado nacional, além de diversas outras vantagens.

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