A maioria dos brasileiros já está familiarizada com o termo inflação, que se refere ao aumento dos preços de bens e serviços de forma contínua e generalizada. No entanto, muitas pessoas ainda não sabem o que é deflação e quais são as consequências que ela pode trazer para a economia. 

A deflação ocorre sempre que há uma diminuição generalizada dos preços de bens e serviços em uma economia. Em um primeiro momento, isso pode parecer positivo, contudo, a queda persistente dos preços pode ser muito nociva para um país.

Portanto, quem investe no mercado imobiliário, seja comprando e vendendo imóveis, ou alugando propriedades, precisa saber exatamente o que é deflação e quais são as consequências que ela pode trazer para a economia. 

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O que é deflação?

Quem quer descobrir o que significa deflação, precisa saber que esse termo é empregado quando a oferta de bens e serviços em uma economia supera a demanda, fazendo com que os preços diminuam.

Para exemplificar, imagine que existem muitos apartamentos à venda em uma determinada cidade, mas que há poucos consumidores dispostos a comprar essas propriedades. Nesse caso, muitos proprietários vão diminuir os preços dos seus imóveis para tentar vendê-los de forma mais rápida. 

Quando isso ocorre em vários setores da economia, por um determinado período, podemos dizer que há uma deflação.

Quando houve deflação no Brasil?

Um dos períodos mais longos de deflação que o Brasil já registrou foi no ano de 1998, quando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou negativo de julho a setembro.

Já na história recente, o Brasil registrou uma queda generalizada dos preços em abril e maio de 2020, no início da pandemia causada pelo coronavírus, e em julho de 2022, quando o IPCA registrou a maior queda de preços desde o lançamento do plano Real, em 1994.

Diferença entre deflação e desinflação

Os termos deflação e desinflação se referem a fenômenos econômicos distintos. Enquanto o primeiro indica uma queda generalizada e contínua dos preços de bens e serviços, o segundo aponta que os preços continuaram subindo, mas em um percentual menor do que nos meses anteriores. 

Como a deflação é medida?

O indicador mais usado para medir a deflação é o IPCA, que é divulgado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para calcular esse indicador, o IBGE considerou o custo de mais de 370 itens divididos em oito grupos: habitação, educação, despesas pessoais, itens para residência, cuidados pessoais, saúde, transporte e alimentação e bebidas.

O IGP-M (Índice Geral dos Preços do Mercado), também pode ser usado para medir a deflação. Para calcular esse indicador são levados em consideração os preços de itens de bens industriais e de matérias-primas.

Causas da deflação

Assim como a inflação, a deflação não possui apenas uma causa responsável. De maneira geral, a flutuação de preços tem origem no descasamento entre oferta e demanda (quando há excesso de oferta, os preços caem; quando há falta, sobem). Esse seria o processo considerado natural.

Algumas das causas mais comuns da deflação são crises econômicas, queda nos preços das matérias-primas e isenções tributárias. Lembrando que alguns desses fatores podem gerar apenas uma queda temporária nos preços, não configurando, necessariamente, em uma deflação.

Efeitos da deflação

Apesar de em um primeiro momento a queda generalizada de preços parecer positiva, ela pode ser muito nociva para a economia. Isso acontece porque esse fenômeno aumenta o valor do dinheiro, o que desestimula o investimento, e também faz com que as pessoas adiem as compras na esperança de os preços caírem mais. 

Esses fatores podem aumentar o desemprego e o número de falências, o que pode ser extremamente prejudicial para a economia. Já em relação ao mercado imobiliário, uma deflação geral poderia gerar, num primeiro momento, um descasamento entre a renda do aluguel e o custo de consumo do investidor.

Por conta da solidez dos contratos (com preços fixados) e pela inelasticidade da demanda por moradia (alta necessidade), no curto prazo isso poderia beneficiar o proprietário que aluga seus imóveis.

Entretanto, no longo prazo, caso a deflação seja fruto de uma crise econômica e diminuição de renda, isso afetaria a capacidade de pagamento dos inquilinos e poderia impactar no preço dos aluguéis.

Por outro lado, uma deflação baseada numa redução de impostos ou no câmbio, que aumente o poder de compra da população, pode aumentar o valor que inquilinos estejam dispostos a pagar por um aluguel.

O mesmo raciocínio vale para quem deseja vender uma propriedade. Em alguns casos, a pessoa pode se ver forçada a diminuir o preço da sua propriedade para conseguir vendê-la nesse cenário. Contudo, se a deflação tiver sido causada pela redução de impostos, alguns compradores podem estar dispostos a pagar um preço justo pelo imóvel.

Como funciona a deflação no IPCA e no IGP-M?

Como para calcular o IPCA e o IGP-M são levados em consideração fatores diferentes, esses dois índices costumam apresentar valores diferentes. Além disso, o IGP-M costuma oscilar mais do que o IPCA.

O IGP-M acumula uma queda de 0,34% nos últimos 12 meses, apesar de ter apresentado uma alta de 0,89% em maio. Já o IPCA do mesmo período ficou em 3,69%.

Como o IPCA apresentou uma alta no último ano, e o IGP-M voltou a subir, não estamos em um cenário deflacionário.

Qual a previsão para o IPCA e o IGP-M nos próximos anos?

A projeção para o IPCA no acumulado dos meses de 2024 é de 3,71%. Já para 2025 a expectativa é que o indicador atinja a marca de 3,56% e a expectativa para 2026 é de 3,50%.

Em relação ao IGP-M, a expectativa para o acumulado dos meses de 2024 é de 2%. Em 2025, a expectativa do é que esse índice fique em 3,65%. Já para 2026, a projeção é que o IGP-M seja de 3,85%.

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